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sábado, 11 de março de 2017

(Resenha) Um amor de quatro patas - Sérgio Chimatti

Título: Um amor de quatro patas 

Autor: Sérgio Chimatti

Editora: Vida & Consciência

Páginas: 384

Ano: 2017



Sinopse: Alicia, Jorge e o pequeno Denis formam uma família feliz. Jorge é engenheiro e recebe uma proposta para se mudar com a família para o interior e comandar a construção de uma usina hidrelétrica. Tudo vai bem até que uma tragédia acontece, afetando a todos profundamente.

"Um amor de quatro patas" nos mostra que todas as pessoas no mundo vivenciam um processo de evolução que as conduz ao aprendizado e que ninguém pode impedir a evolução. Este romance aborda também a importância e o respeito a todos os seres da Criação, mostrando que o amor dos anjos de quatro patas é essencial em nossa vida. 




***



A personagem principal desta trama é peluda, feia e uma verdadeira mestra. Ela ensina ao ser humano o significado do amor incondicional.

Este provavelmente é o propósito da convivência do homem com os animais domésticos: nos manter conectados com o nosso Criador.

Na trama conhecemos a trajetória da Loba/Dorinha/Meleca/? (vocês terão que ler o livro para saber qual foi o último nome que ela ganhou) e como ela se transformou no anjo canino que passou a acompanhar o Denis em suas encarnações.

Mas não era apenas com ele que a Meleca tinha uma ligação. Um outro personagem teve o privilégio de conviver com este anjo nas 3 encarnações que passou durante o desenvolvimento da história e a amou como uma filha em todas elas: a Sabrina.

Vários assuntos foram abordados e que irão fazer o leitor refletir. São temas que abrem inúmeras possibilidades de interpretações e que mostram o quanto estamos iludidos ao pensar que sabemos algo sobre a natureza humana ou a espiritualidade.

Jorge aceitou ir para o meio da mata com a esposa Alicia e o filho Denis. E lá a família percebeu que não foi apenas a mudança de asfalto para terra a grande diferença entre a cidade grande onde viviam para a nova moradia.

Foi uma mudança de atitudes e sentimentos. Mesmo amando a esposa Jorge se apaixona por outra. Quando a tragédia atinge sua família e a Alicia se afasta, por não saber lidar com a perda, ele se envolva com a outra. E acabam criando um casamento diferente do que estamos acostumados a ver.

Denis passa por etapas até aceitar sua nova condição e através do percurso que ele caminhou vamos tendo uma pequena noção de como é o outro lado da vida.
Conhecemos algumas entidades da Umbanda como a Cabocla Jurema e os Exus. Vemos como é a assistência que eles dão ao planeta e como auxiliam quem está com problemas.

Uma das personagens é vegana a veterinária Neusinha e ela ajuda o Denis quando ele decide virar vegetariano após ser levado pelo pai para assistir a barbárie do assassinato de um boi.

Se as pessoas fossem levadas a estes abatedouros clandestinos onde bois, porcos, cavalos e várias outras espécies de animais são brutalmente mortas, tenho certeza que 80% delas se tornariam vegetarianas também. Os outros 20% são os que alguns espíritas querem que nos transformemos: insensíveis.

O olhar de um animal que sabe que será morto é a pior lembrança que podemos carregar (pelo menos quem ainda não perdeu a sensibilidade nem deixou de ser humano).

Esta é a questão pela qual serei reprovada sempre nos testes: aceitar que um animal tem que sofrer nas mãos humanas, pois assim evoluirá. Ninguém me fará ver um monstro pegar uma ninhada de cachorrinhos e jogá-la no rio para que se afoguem e achar isso normal. De uma coisa podem ter certeza: mesmo que seja a última coisa que eu faça na vida eu irei fazer a pessoa ter o mesmo destino que os cachorrinhos. E já que a espiritualidade diz que devemos ficar insensíveis para a crueldade contra os animais não sentirei um pingo de remorso ao ver a pessoa se afogando e sentindo exatamente o mesmo que os filhotes sentiram.

Não estou nesta vida para julgar as atitudes que as pessoas tomam em prol da própria felicidade. Cada um sabe o que o faz feliz assim como eu sei o que me faz feliz e o que eu repudio para mim.

Uma coisa que não admito em hipótese nenhuma é a traição. Nem da pessoa que está comigo nem a minha com relação a ela. E isto em qualquer relacionamento: mãe e filha, irmãos, marido e mulher, amigos.

Muitos acreditam que um corpo é apenas um corpo e fazer sexo com outras pessoas fora do casamento é normal. Que elas levem a vida da maneira que quiserem se consideram que esta situação as fará felizes.

Mas eu não me contento com isso. Não classifico um marido como um brinquedo que pode ser compartilhado com outra. Se isso é ser egoísta então sou e não irei mudar. Se é para ficar com duas mulheres o homem não deveria se casar.

Casamento é algo sério (pelo menos para mim) e se não há um respeito pela pessoa que está casada com você não existe motivo para estarem juntas. Acho digna de admiração a pessoa (homem ou mulher) que assume os próprios sentimentos ou a falta dele para a outra pessoa. Não acho aceitável alguém ficar casada por comodismo ou por não querer ficar sozinha. E esperar aparecer alguém melhor para trair o parceiro ou para assim tomar coragem para se separar.

E que o outro não me venha com a desculpa utilizada por alguns espíritas (já ouvi isso de dirigentes de casa espírita): são compromissos que fazemos lá no plano astral. Conheci um dirigente que tem 11 filhos sendo cada um com uma mulher diferente.

Este é outro ponto importante abordado no livro: tome muito cuidado com o que você ouve. Não acredite em tudo o que lhe dizem como sendo a mais pura verdade, pois a verdade não pertence a ninguém.

Siga o seu coração. E ouça a sua intuição.

Então fico extremamente feliz por não ter feito este comprometimento com ninguém.

Através da leitura deste livro o leitor entenderá a razão dos animais estarem nos acompanhando nesta jornada. Eles vieram aqui com a nobre missão de ensinar o ser humano a amar. E a deixar o outro partir.

Já passaram pela minha vida mais de 200 desses anjos. Foram anjos de quatro patas e também de dois pés e asas. Alguns só vieram para receber um pouco de amor antes de partirem. Ficaram apenas alguns dias, mas que lembrarei eternamente. E foi com uma das minhas pequenas guerreiras que aprendi a deixar ir.

Uma das nossas cachorras lutou contra todas as crueldades que o homem pode infligir a um animal. Violência sexual, envenenamento, atropelamento. Ela era uma cachorra que vivia com um senhor que passava os dias mais bêbado do que sóbrio. E quando ele faleceu, nós a adotamos, pois ficamos sabendo das barbáries que eram cometidas contra ela. Esta cachorra lutou muito contra um câncer no cérebro e não queria partir. Um dia larguei tudo o que estava fazendo e me sentei ao lado dela para conversarmos. Eu a deixei ir. Sabia que também precisava daquela conversa para que nós duas nos despedíssemos e para que ela entendesse que podia ir. Ela morreu nos meus braços. Foi naquele dia que eu aprendi o que é o amor incondicional. Antes eu me revoltava com o mundo ao ter que enterrar um dos meus bebês. Ficava mal durante dias e fazia eles ficarem mal também, pois os animais percebem a nossa vibração energética lá no outro plano como os humanos sentem. Agora eu sinto demais a perda, mas aceito que ela é apenas temporária. E espero um dia poder me reunir com cada um dos anjinhos que trouxeram tanta luz para a minha vida.

Este livro irá servir para eu responder a duas perguntas que me fazem com frequência: por que você virou vegana? E por que está solteira?
Querem saber o motivo? Leiam esta história que vocês entenderão.

Muitos acham que os veganos se consideram melhores do que os outros por seguirem esta filosofia ou por falar demasiadamente nela. Bem posso dizer com absoluta certeza que só existe uma única pessoa da qual me orgulho muito de poder dizer que me considero melhor: a pessoa que eu era antes de virar vegana. Não fiz esta opção para emagrecer (a alimentação vegetariana ou vegana é classificada como a mais saudável) ou por querer aparecer ou por qualquer outro motivo que não seja amor pelos animais. Não sou especista. Quando digo que amo os animais isto inclui todas as espécies.O veganismo significa amor e respeito pela vida.

Nenhum animal aparece na nossa vida por acaso. Isso só acontece com a permissão da espiritualidade. Então se um animal veio até você é porque tem algo a vivenciar e lhe ensinar. E a espiritualidade irá lhe ajudar a ter os recursos necessários para manter este animal junto a ti.

Tem duas frases ditas no livro que preciso dividir com vocês:
... pois o contágio daquele olhar misericordioso me mostrou a necessidade de penetrar a essência de um animal para reconhecer a minha própria essência...
... mas basta a possibilidade de o ser humano ter acesso a algum lugar para não existir paz.
A primeira demonstra a razão de ter me tornado vegana. A segunda é a verdade que conduz o homem. Só acrescentaria que ao chegar ao lugar o homem leva atrás de si a destruição. Somos a única espécie animal que sente prazer em destruir seu habitat natural e não se importa com as inúmeras espécies de outros animais que levará a extinção.

Mas se para evoluir tenho que me tornar uma humanóide sem sentimentos ou emoções (é o que muitos espiritualistas falam) prefiro continuar exatamente como estou.

Como puderam ver pelo tamanho minúsculo desta resenha (kkkkkkkkkkk) tem muitos temas para serem analisados, destrinchados, dissecados, esmiuçados, decodificados e depois novamente refeitos todos os testes pelo leitor.

O amor pode surgir em sua vida chegando por quatro patas ou dois pés e várias penas. Minha mãe tinha o hábito de comprar a galinha viva para matar em casa quando eu era criança. Só parou ao não suportar mais ver o estado em que eu e minha irmã ficávamos ao presenciar esta cena grotesca. E acabamos criando as galinhas e o galo como animais de estimação. Meu pai não era um fã de animais, mas o nosso amor por eles o contagiou e no final da sua vida teve 2 filhos caninos a quem tinha verdadeira paixão. Viram como uma criança pode sim ensinar os pais a evoluírem?

Que esta obra possa ajudar as pessoas a aprenderem a amar os animais e a aceitarem o outro como ele é. Não importando se ele leva uma vida que nós não aceitamos para nós mesmos. O que importa é que o outro tem o mesmo direito que nós de ser feliz a sua maneira.


Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

9 comentários:

  1. Ainda não conhecia esse livro, e muito menos o trabalho do autor, e lendo sua resenha confesso que me surpreende e muito com essa história. Vejo que são abordados vários temas, e assunto e fazem o leitor refletir e repensar, sobre suas iniciativas e atitudes, isso me fez ver que a forma como a história e desenvolvida nos prende, o que faz com que o decorrer do livro seja algo interessante. Espero muito ter a oportunidade ler essa obra.

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  2. Já conhecia outros livros que falam sobre animais de estimação, como o seu amor e real eles demonstram para nós o que é amor pena que nem todos os seres humanos pensam assim, fiquei curiosa em ler pois já tive um caozinho que faleceu será que ele reencarnou novamente neste que eu tenho agora, achei este livro interessante e vou colocar em minha lista. Eu adoro sorteios pois passo a conhecer livros e autores que não conheço, como toda semana estou em livraria irei comprar este.

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  3. Não conhecia esse livro e estou profundamente emocionada só de ler a resenha. Sou uma pessoa perdidamente apaixonada pelos cães e sempre tive um perto de mim. Perdi um cão há três anos que morreu em meus braços, chorando, pois acredito que estava sentindo muitas dores. Estava com a doença do carrapato, mas mesmo sentindo dores, não queria partir. Então senti que precisava conversar com ele e lhe disse: Vá em paz,vou ficar bem. Minutos depois ele morreu.
    Então, sei que vou me emocionar muito com esse livro quando o ler. Parabéns ao autor pela obra e lhe digo também: Muito obrigada.

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  4. Khrya!
    Cada ser humano tem suas crenças e convicções e devemos respeitá-las, o que não quer dizer que temos de aceitá-las.
    Adoro animais e não suporto ver sofrimento.
    Aqui temos duas cadelinhas que estão velhinhas e com seus problemas de saúde, mas tentamos dar amor e conforto, sabendo que a qualquer momento elas poderão partir.
    O livro nos faz refletir sobre várias coisas e por isso é importante a leitura, podemos ampliar nossa visão e ter um aprendizado maior...
    Não admito traição, seja de que tipo for e gostaria de ver como foi a abordagem dada pelo autor em relação a tantos assuntos relevantes.
    “Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um o ajuda a ganhar a vida; o outro a construir uma vida.” (Sandra Carey)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de MARÇO, livros + KIT DE PAPELARIA e 3 ganhadores, participem!

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  5. A historia parece ser muito bonita e com bastante ensinamento, deve deixar o leitor refletindo sobre muitas coisas, realmente é triste ver uma animal sofrendo e até mesmo sendo morto, se visitássemos um abatedouro não iriamos querer chegar perto de carne. Um cachorro ou outro animal de estimação é um grande companheiro, não nos deixa sozinhos não importa o momento que estamos passando. Também não suporto traição nem em livros já me desanima a ler.

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  6. Não conhecia esse livro e gostaria muito de ler, adoro cachorros, tenho três em casa. Goste muito da resenha e tenho certeza que ficar muito emocioanada lende esse livro!!! Parabéns ao autor pela obra!!!

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  7. Sou apaixonada por cães e já estava super curiosa para ler esse livro. Agora, depois de ler sua resenha e saber que o livro aborda tantos temas conflitantes, quero mais ainda.

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  8. Sua resenha me surpreendeu muito. Imaginava uma história em que o animal ajudasse a superar um momento difícil e só. São muitas questões abordadas. Animais são presentes, eu mesma tenho a minha Dorinha, e vários outros. É aquela coisa, se não gosta de animal, boa coisa não é.

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  9. Acho que tava subestimando a história quando vi a capa, nele são abordadas muitos assuntos interessantes, espiritualidade, traição, família, violência, mudança de estilo de vida, vi que o livro ti impactou bastante diante dos teus relatos, a questão da espiritualidade dá muito pano pra manga, e cada um também tem o livre arbítrio para decidir que o melhor para si desde que esse melhor não machuque o outro. Fiquei bem interessada em ler o livro e conhecer todos os pontos que você citou.

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