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domingo, 27 de outubro de 2019

(Resenha) Um canto de liberdade - Eduardo França


Título: Um canto de liberdade

Autor: Eduardo França

Páginas: 246

Ano: 2019

Editora: Vida & Consciência



Sinopse: Marina não podia mudar o passado, somente reprisá-lo muitas e muitas vezes em sonhos perturbadores, porém, reveladores. E, embora amada e mimada pelos familiares, a jovem é atormentada por esses sonhos, que, na verdade, são fragmentados de sua última encarnação.
Neste romance, a moça experimentará os mais variados sentimentos, descobrirá quem são as pessoas que estão à sua volta e o motivo de tê-las reencontrado numa nova encarnação. Entre encontros e desencontros, perdas e sofrimento, ela compreenderá que o amor é o único sentimento capaz de vencer os laços de ódio que nos aprisionam e impedem nosso crescimento espiritual.
Acompanhe estas páginas, emocione-se a cada nota e descubra que a vida sempre nos proporciona uma melodia perfeita, que deve ser ouvida com o coração.




***




Marina nasceu com, digamos, um dom especial: pode ver sua vida passada através de sonhos. Como foi uma existência onde viveu fortes emoções devido ao seu caráter estes sonhos acabam sendo perturbadores.

Nesta nova encarnação ela tem a chance de sanar os sentimentos ruins que alimentou nas pessoas e também os que ela sentiu. E através de alguns erros de escolha ela aprende lições valiosas que a ajudam a seguir no caminho rumo a sua verdadeira felicidade.

Alguns pontos devem ser destacados. A Marina escolheu uma opção cujas consequências foram dolorosas. Por medo do que estava por vir com a mudança da sua família para outra cidade ela decide se casar com aquele que acreditava ser o homem perfeito já que passou boa parte da sua vida vivendo ao seu lado, literalmente. Mas ela descobriu que o fato de conviver diariamente com uma pessoa não significa que a conhece realmente.

A atitude que ela tomou após ser despertada com um tapa real da vida mostra para o leitor que se você fez uma escolha errada não significa que deve permanecer no erro eternamente.

Nós temos o poder de escrever o nosso destino ou reescrever a nossa história. Insistir em viver uma situação que nos machuca e trás somente sofrimento é desperdiçar a vida.

Mas quem tem que optar pela mudança somos nós. O ser humano precisa aprender a sentir o amor incondicional por ele mesmo. Esta é a única forma segura de sermos felizes de verdade.

Muitas pessoas continuam presas numa relação abusiva por medo de tomar as rédeas da própria vida nas mãos. Ou por dar ouvidos a algum amigo, parente ou “religioso” que diz que se ela está sofrendo é porque merece passar por isso para resgatar algo de uma vida passada.

Ninguém é obrigado a continuar sendo maltratado por causa do que fez em outra vida ou por causa de uma escolha errada nesta vida. Se a situação não está boa e só trás dor, então temos o direito de dar um basta e seguirmos por outro caminho.

A única, digamos, “obrigação” que temos é sermos felizes. E se para isso acontecer tivermos que romper com o passado e deixar pessoas e situações para trás que tenhamos a coragem para fazermos isso e recomeçarmos a nossa história de uma maneira onde a felicidade seja a nossa companheira.

Muitos usam a expressão: “A vida não é um mar de rosas”, mas ela está errada. A vida é sim um mar de rosas. Acontece que no caule de cada rosa deste mar tem vários espinhos que podem nos ferir no corpo e na alma. Nós precisamos aprender a nadar apreciando o cheiro e a beleza das rosas e tomando cuidado com os espinhos para não acabarmos presos neles.

Temos que nos colocar no lugar mais importante da nossa vida. Isso não é ser egoísta. É ter amor próprio. A felicidade faz parte da vida de quem se ama.

Um canto de liberdade nos incentiva a termos a coragem necessária para segurarmos uma rosa com ambas às mãos mesmo que os espinhos nos machuquem um pouco. Também nos convida a pegarmos a chave da gaiola, que permitimos que os outros nos prendessem, e a usemos para abrir a porta, alçarmos voo e soltemos a nossa voz numa linda melodia de liberdade.  


Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

(Resenha) Cure Sua Mente Agora! - Luiz Gasparetto

Título: Cure Sua Mente Agora!

Autor: Luiz Gasparetto

Ano: 2019

Páginas: 256

Editora: Vida e Consciência




Sinopse: Conhecido por ensinar aos seus leitores e seguidores bons hábitos e atitudes assertivas para que mantivessem a mente sã, Luiz Gasparetto é lembrado por todos aqueles que o acompanharam em seu caminho de sucesso e espiritualidade. 
Após um ano da morte do médium, chega às livrarias a obra Cure sua mente agora!, comprovando que os ensinamentos do autor estão mais atuais que nunca.
O livro é fruto da série Pronto-socorro, um ciclo de palestras ministrado por Gasparetto, que, ainda em vida, transcreveu, organizou e editou esse material para que se tornasse um livro especialmente voltado para seus fãs e seguidores para ensiná-los a lidar com as diferentes situações do dia a dia e a ter uma vida mais equilibrada e feliz.





***




Nesta obra temos uma compilação de temas que o Gasparetto utilizou para fazer algumas das suas palestras. São as doenças emocionais que mais afetam o ser humano e que podem transformá-lo em um potencial suicida.

A primeira coisa que deixarei marcada aqui é a forma como este livro foi escrito. Quem já leu outros livros do Gaspa ou assistiu a um dos seus programas na TV vai perceber uma enorme diferença na maneira como a narrativa desta obra foi realizada.

A abordagem das questões e a análise dos problemas foram feitas com uma calma que não parece vir do Gaspa que eu estava acostumada a ler ou ver. Aquela maneira enérgica (que muitas pessoas até consideravam bruta) deu lugar a uma calmaria ainda mais impactante para o leitor.

O título é perfeito, pois mostra exatamente o que as pessoas precisam aprender a fazer AGORA: curar a própria mente.

A maioria das doenças que acometem o ser humano se origina no seu pensamento para depois se tornar física. E se o “doente” não quiser se curar não haverá outra pessoa que o possa fazer por ela nem remédios milagrosos que modifiquem o quadro clínico.

Este poder é nosso. Somos nós que escolhemos a cura ou a doença.

Não adianta vir o Gaspa, ou um parente, ou um amigo ou um médico com a receita mágica e entregar para o doente. Ele precisa querer se curar.

Se uma situação te faz se sentir mal consigo mesmo está na hora de mudar a sua maneira de encarar a vida e as pessoas.

Jogar a culpa das suas dores emocionais nos outros não vai resolver o problema que você mesmo criou ao dar o poder de ser atingido e ferido pelas outras pessoas.

O amor próprio deve ser praticado por todos diariamente. Ou seja, a nossa mente tem que ser adestrada a sentir o amor por nós mesmos.

Eu tenho que me colocar como o centro da minha vida, da minha mente.

Muitos chamarão isso de egoísmo, mas não é com a opinião dos outros que eu devo me preocupar. A única opinião que tenho que levar em consideração é a minha.
Podemos dizer que o medo é a raiz de todas as outras doenças descritas neste livro. Quando ele nasce na nossa mente e nós o alimentamos ele se desenvolve até chegar ao ponto de nos dominar e nos transformar em meros expectadores da vida alheia.

Deixar de acreditar em conceitos que foram estimulados na nossa mente desde que nascemos requer disciplina e um comprometimento conosco.

E a única maneira de chegarmos a isso é através do que foi apresentado nestas reflexões desta obra do Gaspa.

Eu não posso curar a sua mente e nem você a minha. Nem seu pai, sua mãe, seu parceiro, seu irmão, seu amigo, seu terapeuta ou seu vizinho. O primeiro passo é querer se curar. Depois caminhar por cada centímetro da sua própria mente e fazer uma faxina total nos seus pensamentos. Jogar fora todos os que colocam as outras pessoas em primeiro lugar na sua vida e que te causam algum tipo de sofrimento.

Se perdoe por ter alimentado estes pensamentos (carregar culpa também não lhe fará nenhum bem) e agradeça pelo aprendizado que eles trouxeram para você. E os liberte para partirem.

Assuma o controle da sua mente e da sua vida. Seja para você o que você sempre desejou ser para os outros: a pessoa mais importante da vida deles. Se ofereça o amor que você esperava receber dos outros.

Ninguém lhe fará feliz se você não se sentir feliz com você mesmo. Ninguém lhe dará amor se você não se amar em primeiro lugar.

A vida e as outras pessoas sempre te tratarão exatamente como você mesmo se trata. Então faça a mudança que você tanto deseja ver acontecer nos outros mudando a sua maneira de agir com você mesmo.

A partir do momento que você passar a se amar e a se respeitar os outros seguirão o seu exemplo. E se não fizerem é um problema deles e não seu.


Viva para e por você.         




Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

terça-feira, 6 de agosto de 2019

(Resenha) Laços De Amor - Amadeu Ribeiro

Título: Laços De Amor 

Autor: Amadeu Ribeiro

Ano: 2019

Páginas: 352

Editora: Vida e Consciência



Sinopse: O que você seria capaz de fazer para proteger um filho? A médica Melina sempre foi a menina dos olhos de seu pai, Orlando. Criada em um ambiente de amor e carinho, ela acreditava ter uma vida feliz e estável, mesmo que a rotina exaustiva de sua profissão a deixasse sem tempo para romances, filhos, amizades e, principalmente, para si mesma. No entanto, forças espirituais poderosas e sombrias travavam um intrincado plano de vingança contra a jovem devido a um passado em comum, que resultou em situações inacabadas. Alheia à presença de amigos astrais, que tudo faziam para ajudá-la a manter uma vida de paz e equilíbrio, Melina deixou-se afundar cada vez mais em um mundo novo, obscuro e perigoso. Quando tudo, no entanto, parecia perdido, Orlando descobriu dentro de si uma força extraordinária, que ele usou como ferramenta para resgatar das trevas a única pessoa que sempre amou. Neste belo e envolvente romance, que traz preciosos e importantes ensinamentos, você descobrirá como trabalham as forças espirituais superiores e inferiores e que a escolha por uma vida positiva, equilibrada e feliz depende unicamente de cada um de nós.



***



Melina é uma pediatra apaixonada pela profissão. Mas acabou transformando a paixão numa obsessão por isso estava trabalhando exaustivamente a pouco de colocar a própria saúde em risco.

Para tentar reverter a debilidade do corpo ela aceitou o convite de um colega de trabalho para se aventurar no mundo das drogas.

Como ela era uma pessoa sem fé e que nunca parou para refletir sobre Deus escancarou a porta para que os espíritos obsessores, comandados por alguém que supostamente desejava se vingar dela, a empurrassem no abismo. E ela caiu literalmente.

Neste momento Orlando descobriu possuir a arma mais poderosa capaz de derrotar qualquer inimigo das Trevas: o amor de um pai. Não existe nada no mundo que seja tão forte quanto este sentimento incondicional.

A maioria das pessoas acredita que o laço de sangue é o que nos une ao outro, mas isso não é verdade. O laço impossível de ser desfeito é aquele atado pelo amor. Seja de um pai com uma filha biológica ou com uma filha adotada, pois o amor não vem atrelado ao sangue. Ele nasce e se fortalece através da mente e da alma.

Outro equívoco praticado é crer que toda mãe é obrigada a amar um filho ou vice versa. Nenhum sentimento praticado por obrigação é verdadeiro e muito menos saudável para os dois envolvidos.

Existem dois pontos importantíssimos que devem ser destacados nesta obra.

O primeiro é sobre o uso das drogas. Melina era uma mulher de 30 anos e médica. Não era uma adolescente rebelde querendo quebrar regras. Ela sabia de todos os riscos que estava correndo ao trilhar este caminho perigoso. E por permitir que os obsessores guiassem seus pensamentos lhes entregou as rédeas da condução da própria vida.

Este é um exemplo que mostra que qualquer pessoa, independentemente da sua situação social ou do seu intelecto, pode cair neste abismo. Muitos infelizmente não têm a “sorte” de conseguir sair e se reerguer.

O segundo é sobre as máscaras. Nós erroneamente nos iludimos quando cremos que conhecemos uma pessoa. Podemos passar décadas convivendo com alguém e no final sermos “surpreendidos’ com a sua verdadeira face.

Orlando teve que aprender estas duas lições de forma extremamente dolorosa. Sua amada filha desceu ao fundo do poço com o uso das drogas e aquele que ele considerava ser o seu melhor amigo era alguém que ele jamais teria escolhido chegar perto se soubesse a verdadeira identidade por trás da máscara.

Mas como não se vive apenas de sofrimento, Orlando pode enfim encontrar um amor e vivê-lo de forma a fazer com que o Sol irradiasse sua luz e seu calor em cada novo dia.

Temos que aprender a tirarmos as lições de todas as situações que ocorrem na nossa vida. Na maioria das vezes são as mais dolorosas que trazem os ensinamentos mais importantes para nos auxiliar na evolução.

A mente humana é o portal para tudo o que acontece com a pessoa. Por isso temos que estar em constante vigília dos nossos pensamentos, pois as nossas ações serão influenciadas por eles.

E se deixarmos uma brecha os espíritos que vibram nas trevas podem manipular a nossa vida nos fazendo ser suas marionetes.

Me identifiquei muito com o espírito da Maíra, um dos amigos do outro plano que ajudaram a Melina a sair do poço. Ela estava sempre ávida pelo conhecimento. E não se importava de demonstrar sua ignorância nos assuntos ao questionar os outros espíritos.


Então quem também está atrás de algumas respostas pode utilizar a leitura desta obra para consegui-las. 


Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

sexta-feira, 26 de julho de 2019

(Resenha) Código Vermelho - Qual é a verdade por detrás do mito? - Ana Cristina Vargas

Título: Código Vermelho - Qual é a verdade por detrás do mito?

Autora: Ana Cristina Vargas

Ano: 2019

Páginas: 288

Editora: Vida e Consciência



Sinopse: Ele era uma pessoa sob os holofotes e outra na vida privada e experimentava uma estranha dualidade de caráter, influenciando milhões de pessoas. Aos olhos da multidão, foi um soberano, um vencedor, alguém que, saído do anonimato, se tornou um mito. E, se você pudesse ver o íntimo dele, ouvir suas confissões, conhecer seus amores e segredos? E se pudesse conhecê-lo após a morte do corpo físico, na outra dimensão da vida, no astral? Esta história nos faz questionar o que vemos, nos propõe uma visão longe dos mitos, reforça a importância da autenticidade e nos mostra que o sucesso tem um conceito diferente sob o ponto de vista da espiritualidade.



***



A primeira questão a se destacar sobre esta obra é que ela não se trata de um romance ou de uma biografia.

Temos então um relato do que aconteceu com uma das personalidades mais conhecidas, arrisco até a dizer que a mais conhecida, em todo o planeta ao chegar no plano espiritual após o seu desencarne.

Posso dizer que é um material riquíssimo para ajudar as pessoas a refletirem sobre o modo como elas vêem os outros e as consequências que estas visões deturpadas acarretam na nossa vida.

Farei como a autora e não revelarei o nome pelo qual o personagem desta trama ficou conhecido e reverenciado por milhões de pessoas ao redor do mundo. Deixarei para quem for ler a obra descubrir quem é este mito.

O meu intuito ao não dizer de quem se trata é para mostrar que este não é um caso isolado. Pelo contrário. Acontece deste que o homem criou as religiões.

O ser humano ainda necessita idolatrar alguém para assim poder caminhar. Deposita toda a sua fé numa pessoa que erroneamente acredita ser um homem superior e que o ajudará a encontrar o caminho que o levará a Deus.

E como a igreja viu nesta carência a sua chance de arrebanhar os fiéis começou a santificar os homens e mulheres que de alguma forma se tornaram pessoas públicas cujas histórias foram manipuladas para ocultar o que realmente aconteceu.

No caso deste mito que foi transformado em santo a manipulação foi feita por ele mesmo que criou um personagem e executou o trabalho de ator de maneira esplêndida.

Sei que muitas pessoas ficarão chocadas com as revelações contidas nesta obra e que até julgarão como blasfêmia a história. Mas tenho certeza que a sementinha da dúvida irá brotar na mente e no coração de muitos leitores. Pelo menos é o que eu desejo que aconteça.

Nós estamos no meio de um processo de transição planetária que, dizem, nos levará a outro patamar de mentalidade da raça humana. Então os véus com os quais olhamos para as pessoas precisarão ser arrancados dos nossos olhos.

Não estou dizendo que devemos todos virar ateus e deixarmos de crer no que passamos milênios nos iludindo. Até porque uma mudança tão radical de pensamento pode levar a loucura.

O que estou sugerindo é que temos que ter extremo cuidado com a escolha que fazemos de quem conduzirá a nossa vida. Não podemos entregar este poder nas mãos de outra pessoa.

Uma pergunta simples que requer uma resposta complexa: o que é ser santo?
Qual é o conceito de santidade para que um ser humano seja classificado como santo em detrimento de outra pessoa? Como é feita a “escolha” de quem será canonizado ou consagrado santo pela igreja?

Já pararam para se perguntarem quais sãos as respostas para estas questões? Se ainda não fizeram recomendo que o façam.

Temos que aprender a separar a religião da religiosidade de quem a comanda. Na minha concepção religião deveria ser a ponte que nos religa a Deus no período em que estamos encarnados.

Mas infelizmente não é isso que vemos acontecer. Os fatos ao longo da História da humanidade são provas irrefutáveis disso.

Um exemplo: a Inquisição imposta pela igreja católica que exterminou centenas de mulheres por supostamente serem bruxas. Outro exemplo: perseguição aos judeus realizada pela igreja (os nazistas não foram os primeiros a matá-los. Somente o fizeram de maneira direta e sem se importarem em chocar o resto do planeta). Mais um exemplo: as Cruzadas da Era Medieval onde milhares de pessoas foram brutalmente mortas em batalhas que a igreja promoveu com a “desculpa” de serem necessárias para Deus.

Ao “reproduzirem” os ensinamentos deixados por Jesus os criadores das religiões os interpretaram da maneira que melhor servissem as suas conveniências.
Vou relatar aqui a minha experiência: eu não sigo nenhuma religião criada pelo homem. E não sou atéia. Pelo contrário. Quando me perguntam qual é a minha religião eu simplesmente digo que é Deus. Isso é algo que trago desde a minha infância. Nunca me confessei para um padre e nunca o considerei um ser superior a mim.

Na minha concepção padre ou pastor é uma profissão já que eles recebem salário, mesmo que não seja declarado como tal, para estarem no comando de uma igreja.

Uma coisa que ouço demais e que me entristece é a pessoa declarar que vai a igreja por obrigação. “Não posso ir a tal lugar com você porque tenho que ir a igreja hoje”. eu preferia ouvir a pessoa me dizer isso “Não irei sair com você hoje porque eu quero ir até a minha igreja para receber um pouco das bênçãos que são administradas pela espiritualidade naquele local”.

Como podem perceber a leitura desta obra é para auxiliar os leitores a retirarem os véus que o fazem se tornarem cordeirinhos guiados por lobos extremamente famintos.

A idolatria, seja por um padre, um papa, um guru, um cantor, um ator, um escritor, um músico, uma mãe ou qualquer outra pessoa, leva diretamente ao fanatismo. Cria-se um pedestal, coloca-se o outro no centro dele e o fanático orbita ao redor deste ser bebendo de suas palavras e crendo que tudo o que ela diz é verdade e deve ser seguida sem nenhum questionamento.

Não existe um único ser humano que não possua defeitos nem que aja sem “pecar”. Por isso Jesus disse: “Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”.

Na antiguidade os mitos eram seres considerados imortais ou de outros mundos. A mitologia grega, a celta, a romana e as demais estão repletas deles.

Mas infelizmente os representantes da igreja resolveram que deveriam criar outro tipo de mito. Adestraram a humanidade para reverenciar e endeusar meros mortais que não passam de ilusões.

No relato desta obra somos convidados a pensar por nós mesmos e decidirmos o que é verdade e o que é mentira sobre a vida daqueles que parecem ser santos.
Vários assuntos são postos em debate: o celibatário realmente existe? 

Teoricamente sim. Mas depois de tantos casos de pedofilia e abusos sexuais praticados por padres (cujas histórias milagrosamente desaparecem dos noticiários) fica impossível continuar a crer nesta ilusão. O celibatário só seria viável se o padre for assexuado.

E os abusos não são cometidos apenas por padres. Pastores, gurus e dirigentes de casas espíritas também os praticam.

Um ponto interessante colocado nesta trama, que poucos irão parar para refletir, é sobre a maneira como o Padre Pio lidava com o perdão. O meu modo de ver este tema é exatamente igual.

Não é porque uma pessoa vai até um padre, ou com quem ela resolva se confessar, que deve receber o perdão pelo seu pecado. Existe uma enorme diferença entre falar e sentir o arrependimento pelo ato errado praticado. Palavras são voláteis. Sentimentos não.

E foi esta falta do sentimento que levou este mito idolatrado por milhões a ter a sua última encarnação declarada falida. Uma vida literalmente perdida e desperdiçada. Veio com uma missão e se desviou tanto do caminho que se perdeu dele mesmo. Um exemplo de quando um criador de monstros se torna o próprio monstro.

A questão que fica pairando no ar é: será que a humanidade está preparada para enxergar de verdade os seus mitos, santos e ídolos?

Esta obra é realmente um material riquíssimo para estudos. E eu realmente espero e desejo que muitos véus sejam arrancados para que as pessoas aprendam a andar com as próprias pernas sem precisarem de muletas ou cadeiras de rodas na forma de mitos ilusórios.

Você está preparado para esta mudança? A deseja? Então realize este milagre na sua vida. Tome as rédeas do seu destino em suas mãos. Não deposite sua fé em qualquer um.

Este não é somente um Código. É um gritante Alerta Vermelho para a humanidade.    
                  


Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

segunda-feira, 27 de maio de 2019

(Resenha) Espinhos do Tempo - Zíbia Gasparetto

Título: Espinhos do Tempo

Autora: Zíbia Gasparetto

Ano: 2019

Páginas: 416

Editora: Vida & Consciência



Sinopse: "Espinhos do tempo" traz a comovente história de Maria José, que, ainda muito jovem, se casou com um rico proprietário de terras do interior de São Paulo, com quem teve três filhos. Subitamente, o marido da moça adoece, e ela se vê na iminência de assumir as rédeas dos negócios da fazenda. Para essa empreitada, Maria José conta com a ajuda do cunhado Menelau, um brilhante advogado que tem com ela uma ligação de muitas vidas.
Tendo como cenário o conturbado período de transição da Monarquia para a República no Brasil, uma sucessão de fatos concorrerá para o desenrolar da trama, e apenas o tempo será capaz de remover os espinhos cravados no destino de cada personagem. Uma história de aceitação e resignação, que demonstra que o verdadeiro amor é infindável e que exige responsabilidade e compromisso.



***



Nesta obra somos transportados até o ano em que a escravidão foi abolida no Brasil. Época onde os casamentos eram arranjados entre as famílias e, raramente, realizados por amor.

Maria José e Menelau reencarnaram com a missão de corrigirem um erro que cometeram na última encarnação dos dois. O sofrimento que eles causaram as outras pessoas envolvidas precisava ser curado.

Eles tiveram um deslize que quase os jogou no abismo do fracasso, mas acabaram recuperando a razão e seguiram o caminho que os permitiu vivenciarem a tão almejada felicidade.

Cada um dos espinhos que feriram suas almas tiveram que ser arrancados e as feridas tratadas até cicatrizarem totalmente.

A Maria passou por um processo de amadurecimento onde teve que aprender a lidar com os negócios da família e se saiu muito bem.

Menelau já teve que passar pelo processo de amadurecimento espiritual para entender qual era a sua missão. Assim pode a realizar de uma maneira que o fez se conhecer de verdade.

Às vezes nos colocamos num patamar acima das outras pessoas por acreditarmos que sabemos mais sobre um determinado assunto e que por isso temos o direito de impor a nossa vontade. E não é assim o jeito correto de ensinarmos ao outro como ele deve agir.

Não podemos exigir que a outra pessoa pense, aja ou fale o que queremos que ela faça.

Ninguém modifica o outro pela imposição, pois assim a mudança não é real ou a pessoa pode se rebelar contra esta tentativa de lhe colocar grilhões. A melhor maneira de ajudar a outra pessoa e agindo conforme você fala e sendo um exemplo bom para ela.

Uma lição de extrema importância passada nesta história é sobre a necessidade de estarmos vigilantes quanto aos nossos pensamentos e sentimentos. Podemos sem querer acabarmos abrindo as portas da nossa vida para os espíritos que ainda estão ligados energeticamente de forma obsessiva e até doentia com as outras pessoas.

No plano astral fazemos escolhas de ações e atitudes que acreditamos serem essenciais para o bom desenvolvimento da missão que nos propusemos a realizar. Mas ao encarnarmos e termos a nossa memória apagada temporariamente podemos acabar indo por um caminho oposto ao que decidimos trilhar.

Menelau teve o “privilégio” de saber o que lhe aconteceu na sua última encarnação e assim pôde se reequilibrar, além de aceitar a sua verdadeira missão.

Eu confesso que para mim é muito difícil aceitar uma traição. Seja de quem for. Não irei atrás de vingança. Somente afastarei aquela pessoa definitivamente da minha vida. Se tentar fazer diferente não estarei sendo sincera com a pessoa e muito menos comigo mesma.

Não julgo quem trai nem quem aceita a traição. Cada um tem o direito de levar a própria vida da maneira que melhor lhe convêm.

Um ponto que quero que prestem atenção ao lerem esta história é sobre o encontro de almas gêmeas ou como queiram classificá-las. Podemos encontrar nosso amor de vidas passadas e nesta nova encarnação ainda não estarmos preparados para vivenciarmos o amor ao lado dela.

Temos outras histórias para experenciarmos, outras lições pata aprendermos até estarmos prontos para vivermos a felicidade de estarmos nos braços um do outro.

Nesta vida existe o tempo certo para tudo. Se tentarmos apressar os acontecimentos podemos acabar nos distanciando daquela pessoa com a qual partilhamos o nosso amor.

O tempo é o nosso melhor mestre e somente ele nos ensina quem realmente somos e como alcançarmos a felicidade plena.



Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

segunda-feira, 29 de abril de 2019

(Resenha) Nos Bastidores Da Alma - Juliano Fagundes

Título: Nos Bastidores Da Alma  

Autor: Juliano Fagundes

Ano: 2019

Páginas: 288

Editora: Vida e Consciência



Sinopse: Nunca sabemos o que acontecerá em nossas vidas, afinal, tudo pode mudar em um instante, e nós, seres humanos, somos movidos pela curiosidade de saber o que nos espera após o fim.
E se descobríssemos que morrer significa apenas mudar de dimensão e nos adaptar a uma nova realidade, sem o peso de um corpo físico? Assim aconteceu com Célia, uma jovem de 16 anos que desencarnou prematuramente.
Enquanto Célia vivencia uma verdadeira odisseia pelo mundo espiritual, você conhecerá todas as possibilidades que a espiritualidade nos oferece para aprendermos lições indispensáveis ao nosso crescimento e à nossa evolução.




***



Esta obra não é um romance espírita. Ela é uma verdadeira aula de espiritismo. A narrativa da história da Célia mostra ao leitor os bastidores do astral.

Nós encarnados temos a mania de dizer, quando recebemos a notícia do falecimento de alguém, que a pessoa descanse em paz. Mas não é isso que acontece.

No outro plano o trabalho é muito mais intenso. Como não existe a necessidade de dormir por tanto tempo, como acontece com o corpo físico, o espírito fica livre para trabalhar com mais afinco pela sua evolução.

Tem os espíritos que ficam presos nos umbrais por escolha própria para expurgar os erros que cometeu enquanto esteve encarnado, tem os que são usados como escravos por outros desencarnados e tem os que conseguiram galgar um degrau a mais na sua evolução e trabalham para ajudar os demais a também conseguirem se melhorar como espíritos.

Nesta trama podemos acompanhar o processo demorado da reencarnação. Muitos pensam que uma pessoa morre num dia e em no máximo 1 mês estará novamente encarnada em outro corpo. E isso está bem longe de ser verdade. Leva um tempo demorado para que todo o processo seja concluído com sucesso.

Às vezes este processo acaba atraindo os “inimigos” do reencarnante, pois quando o espírito está “habitando” um corpo físico deixa um rastro que pode ser detectado e seguido por quem lhe nutre ódio.

Mas nós nunca estamos sozinhos e existem verdadeiras falanges de trabalhadores e amigos que fazem de tudo para que possamos passar pela experiência da reencarnação tendo o mínimo possível de sofrimento.

Nem todo espírito que desencarna aceita esta situação de forma pacífica e normal. Mesmo aqueles espíritos com um pouco mais de evolução podem se sentir extremamente ligados a quem permaneceu na Terra e fazem de tudo para voltar a estar em contato direto com seus familiares.

Em alguns casos a comunicação direta através da psicografia não é permitida porque pode trazer mais danos ao espírito desencarnado do que lhe fazer algum bem. Nestes casos entra a comunicação via um outro comunicante.

Esta é outra coisa que nós encarnados temos a mania de pensar erroneamente. Achamos que basta a pessoa morrer para no outro dia ir numa casa espírita e passar uma mensagem. Não é assim tão simples.

O espírito desencarnado precisa de autorização para fazer esta comunicação, a mensagem que ele transmitirá precisa ser em prol de um entendimento melhor sobre a espiritualidade para quem irá receber aquela mensagem e o dia, o local e a hora são marcados com meses de antecedência.

Muitas vezes a afobação de quem está ansioso para receber uma mensagem daquele que partiu o leva a lugares onde em vez de uma comunicação séria irá receber uma mistificação.

Temos que exercitar a nossa paciência e esperarmos que as coisas aconteçam no tempo que elas têm que acontecer e não no momento que queremos que ela aconteça.

Nos bastidores da alma mostra exatamente estas questões e outras mais que fazem o leitor refletir sobre a maneira que está encarando a morte do corpo físico, a vida do corpo espiritual e os sentimentos que os dois acarretam no corpo mental.

É uma leitura recomendada para quem está neste processo de aceitar a separação temporária, para quem quer saber o que de fato ocorre depois do desencarne e quem quer preparar a sua mente para o que encontrará após fazer a sua passagem para o outro plano.       



Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos