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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

(Resenha) A Desconhecida - Peter Swanson


A Desconhecida
Título: A Desconhecida


Autor: Peter Swanson

Ano: 2015

Páginas: 288

Editora: Novo Conceito





Sinopse: Uma história sombria, em uma atmosfera romântica e um quê de Hitchcock, sobre um homem que fora arrastado para uma trama irresistível de paixão e assassinato quando um antigo amor reaparece.de mentiras.
Em uma noite de sexta-feira, a rotina confortável e previsível de George Foss é quebrada quando, em um bar, uma bela mulher senta-se ao seu lado. A mesma mulher que desaparecera sem deixar vestígios vinte anos atrás. Agora, depois de tanto tempo, ela diz precisar de ajuda e George parece ser o único capaz de salvá-la. Será que ele a conhece o suficiente para poder ajudá-la?




***




Após 20 anos sem dar nenhuma notícia, Liana reaparece na pacata vida do George trazendo junto com ela um tornado que acaba com a sua tranquilidade.

Ele sempre foi apaixonado pela Liana e se deixa ser usado numa trama extremamente perigosa. Sua vida está em risco e da sua “namorada” acabar por ficar também.

George vive um relacionamento aberto com a Irene há 15 anos. Quando a Liana volta ele não pensa duas vezes antes de se deixar levar novamente pela paixão avassaladora que sente. Sabe que está sendo usado, mas mesmo assim não desiste de tê-la em sua vida de novo.

Liana é o tipo de pessoa que mente para o próprio reflexo no espelho. Ela não se importa com as consequências que seus atos terão na vida dos outros. Na verdade, usa todo mundo como peças de xadrez. Se lhe é útil suga até a última gota e depois descarta os restos. E assim vai vivendo sem amor próprio e fazendo do seu corpo um meio para chegar ao seu objetivo final.

George é viciado nela como todo dependente químico é viciado nas drogas. Viveu 20 anos em abstinência e bastou um estalar de dedos para se deixar entorpecer novamente. Mesmo quando a verdade é literalmente atirada na sua cara ele não desiste do vício.

O autor mostrou nesta história como o ser humano lida com a paixão. Quem disse que o amor é cego estava enganado. O amor faz enxergar e a paixão cria a ilusão da perfeição. A pessoa que alimenta demais este sentimento acaba por ser dominado por ele e, em muitos casos, devorado.

E é isso que acontece com o George. Ele se apaixonou pela Liana na faculdade e não aceitou o fato dela simplesmente sumir da sua vida. Então quando ela retorna ele se agarra na possibilidade de fazê-la ficar desta vez.

O final fica em aberto podendo ter ou não uma continuação. Eu acredito ser necessário uma continuação para que possamos ver até onde o George é capaz de ir por causa desta obsessão que ele sente pela Liana. E para tentarmos entender um pouco melhor a própria Liana.

Eu esperava mais da história principalmente por ter sido comparado com o Hitchcock. O suspense não convenceu foi até previsível. As atitudes do George o colocaram como um homem de 40 anos totalmente ingênuo, ou pelo menos foi esta a impressão que ele quis passar.

Talvez a intenção do autor fosse aguçar a curiosidade do leitor para uma continuação. Assim num próximo livro George pode vir com uma percepção da vida mais aprimorada e com atitudes mais firmes.

A Liana só apareceu como coadjuvante pois as cenas que ela está envolvida não a colocaram realmente no foco.

Desde menina tem atitudes dúbias com os homens. Por ter um pai viciado em jogos se deixa usar como pagamento de dívidas, algo que ela adora fazer ou não levaria para a fase adulta da sua vida a mesma forma de viver.

E também seria interessante o autor mostrar um outro lado da vida da Irene. Quem sabe com o afastamento do George ela não encontra alguém que a ame de verdade e possa ser feliz.

Vamos aguardar e ver o que o autor realmente pretende fazer com a sua desconhecida pois nesta história ela entrou como uma estranha e terminou como uma incógnita.



Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

(Resenha) O Bangalô - Sarah Jio


O Bangalô
Título: O Bangalô

Autora: Sarah Jio

Ano: 2015

Páginas: 320

Editora: Novo Conceito



Sinopse: Verão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos.
No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora.
Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso.
O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas... Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história.
A ilha, de alguma forma, transforma a vida das pessoas, e este livro certamente transformará você.




***



Uma carta é capaz de nos fazer voltar no tempo. As lembranças nos carregam numa viagem onde as sensações e as emoções vividas são novamente sentidas.

É desta forma que começamos esta história e conhecemos no presente o passado da Anne que terá uma repercussão inimaginável no seu futuro.

A neta da Anne encontra uma carta endereçada a avó que fica abalada ao ver de onde ela veio. Jennifer pede a avó que lhe conte a sua história. Anne fica com receio pois tem um grande segredo escondido nos arbustos do seu passado, mas ela percebe que este fantasma não pode mais assombrá-la nem a amedrontar.

Assim nós leitores, juntamente com a Jennifer, vamos desvendando os mistérios que envolvem a história de amor entre a Anne e o Westry.

Tudo acontece no ano de 1942 em plena Segunda Guerra Mundial.

Anne está prestes a se casar mas sente que falta algo em sua vida. Sua melhor amiga decide se alistar na Corporação de Enfermaria do Exército e Anne resolve ir junto. Adia o casamento e parte com a amiga para a ilha de Bora Bora.

Além de presenciarem as terríveis consequências que a guerra acarreta aos soldados em batalha as duas também vivem momentos felizes na ilha.

Kitty já chega se envolvendo com dois pretendentes e não aprende a lição mesmo a prova sendo dura. Ela sente inveja do amor da Anne e do Westry e acaba por separar o casal.

Anne está noiva e não vê nisso um empecilho para se envolver com o Westry. Eles transformam um bangalô abandonado, aparentemente amaldiçoado, num recanto de paixão.

Quando termina seu período de trabalho Anne volta para sua “antiga vida”, se casa e guarda nas suas memórias os momentos maravilhosos que viveu ao lado do seu amor naquela ilha.

Somente ao receber a carta é que toma coragem para regressar ao seu paraíso e tentar fazer o que deveria ter feito naquela época: contar o que viu acontecer ao lado do bangalô.

Esse regresso acaba por trazer de volta para a sua vida não apenas as lembranças das pessoas que foram importantes no seu passado, mas as próprias pessoas.

Segredos foram finalmente revelados e a verdade sobre tudo o que aconteceu naquela ilha durante a estadia da Anne a faz entender porque não pode passar todos estes anos ao lado do Westry.

Foram 70 anos para a história caminhar novamente com os dois de mãos dadas.

A autora Sarah Jio criou uma trama que coloca o leitor em xeque-mate sobre o amor, a amizade, o perdão e a espera.

Esta história nos mostra o quanto estamos equivocados ao imaginar que conhecemos as outras pessoas. Por amá-los temos a ilusão de pensar que sabemos como elas são, mas a vida se encarrega de nos fazer enxergar além do véu do amor.

Kitty amava a Anne como uma irmã e era possessiva, ciumenta e invejosa. Quando a Anne encontrou alguém que a amava de verdade, e que ela retribuía o amor, se sentiu traída e fez o que pode para atrapalhar o romance. Conseguiu o intento e desfez a amizade. Única atitude digna que ela teve em toda a história.

Westry não teve coragem para lutar pelo seu amor e deixou a decisão nas mãos da Anne. Ela se acomodou na vida que levava com o marido e tentou esquecer o passado.

Só que questões mal resolvidas sempre voltam para cobrar a dívida. Assim passadas todas essas décadas o que parecia ser o fim se tornou um recomeço.



Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

(Resenha) Todos os nossos ontens - Cristin Terrill

Todos os nossos ontensTítulo: Todos os nossos ontens

Autora: Cristin Terrill

Ano: 2015

Páginas: 352

Editora: Novo Conceito



Sinopse: O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?
Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...



***



O futuro não será como imaginamos. Um jovem cuja nível de inteligência ultrapassa os limites da mente consegue criar uma máquina do tempo. Com este invento o que parecia ser a solução para os problemas do mundo se torna sua perdição.

A ganância de um homem corrompeu o lado bom do gênio e o levou para o abismo da monstruosidade. Ele acredita estar fazendo o bem para o mundo, mas não sabe mais o que essa palavra significa.

Ele não vê mais as pessoas como seres mais como meios de alcançar seu objetivo. Mesmo que no passado tenham sido seus amigos agora são empecilhos para a sua vitória.

Em e Finn travam literalmente uma batalha contra o tempo. Eles fogem da prisão onde são brutalmente interrogados diariamente e partem numa missão suicida. Usam a Cassandra para voltarem no tempo pela 15ª vez sabendo que provavelmente esta seja a última oportunidade que eles terão para impedir a construção da máquina.

Após 4 anos de medo, tortura, tentativas, erros, fracassos, esperança, amor e todos os tipos de emoções possíveis de serem vividas Em descobre que o seu verdadeiro amor estava mais perto do que ela imaginava.

Desde criança ela foi apaixonada pelo melhor amigo a quem dedicava toda a sua adoração. Ele não a via da mesma forma. Sentia algo forte, mas não como ela desejava.

Com a mudança ocorrida no futuro ao retornar ao passado Em tem que se confrontar novamente com os sentimentos que ainda estão borbulhando em sua mente e em sua pele.

Passa por momentos angustiantes pois sua missão agora é eliminar de uma vez aquele se tornará seu pior pesadelo, o Doutor. Mas para isso terá que matar alguém muito importante na sua vida.

Finn a ama, mas não teve coragem de dizer quando ainda eram livres. Com a possibilidade de não se verem novamente ele finalmente se declara e recebe de volta o mesmo sentimento.

No começo Em fica na dúvida quanto ao seu sentimento porém ao refletir com quem se sente realmente bem de estar ao lado admite que o que sentia pelo amigo era paixão e pelo Finn é amor de verdade.

A escrita da Cristin é envolvente e viciante. Ela prende o leitor do início ao fim.
E tenho que confessar que ela me surpreendeu pois fez algo que nenhum outro autor foi capaz de me fazer. O final do livro foi um verdadeiro choque.

As lições que podemos tirar da leitura são na verdade perguntas que o leitor tem que refletir muito para responder: O que você seria capaz de fazer para impedir que uma pessoa que é importante para você se torne um monstro? O que você faria se lhe dissessem que no futuro você se tornará um monstro?

Nesta história compreendemos que o futuro deve ser construído hoje com base no ontem. Porém se o ontem precisa ser modificado para que haja um futuro melhor devemos lutar para que a mudança seja feita e aprender com nossos erros.

O que aparentemente à primeira vista pode ser um bem no fundo pode estar escondendo um grande mal. As aparências enganam. Ninguém conhece o outro na sua totalidade. Por mais que passemos tempo ao lado de alguém o que vai no seu íntimo é algo totalmente inacessível para nós.

As vezes um acontecimento ruim trás coisas boas para a nossa vida. Um amor que estava esperando o momento certo para ser revelado, um amadurecimento de personalidade.

O futuro é uma incógnita mas podemos ter um pequeno vislumbre dele no presente ao projetarmos as mudanças do nosso passado.

A viagem no tempo é uma ambição do ser humano para fazer exatamente o que o Diretor faz nesta trama: modificar a História a favor daquele que possui a máquina em seu poder.

Por mais que diga que pretende impedir guerras e desastres não será esse o verdadeiro objetivo. Mas como a misericórdia divina é perfeita esta viagem ainda não é possível para meros seres humanos como nós.

Recomendo a leitura para quem quer um livro para se entreter de verdade. Deixem sua mente vagar nesta viagem e sua alma responder as questões levantadas lá em cima.
  


Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

domingo, 22 de novembro de 2015

(Resenha) A Menina da Neve - Eowyn Ivey

Título: A Menina da Neve

Autora: Eowyn Ivey

Ano: 2015

Páginas: 352

Editora: Novo Conceito





Sinopse: Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.





*** 




Quando li a sinopse deste livro imaginei que fosse uma história comovente sobre um casal que vai viver no Alasca após passar por algum momento difícil em suas vidas e acabam por encontrar uma menina que poderia ser fruto de uma ilusão ou um pequeno ser que lhes traria a cura.

Na questão da cura até posso dizer que estava certa, mas infelizmente para mim esta leitura foi frustrante e uma imensa decepção.

Quem me conhece sabe que para falar de um livro exponho um pouco da história e o que achei dela exaltando os pontos positivos. O que não encontrei neste em questão.

A história é mais ou menos assim: O casal resolve fugir para o Alasca pois não suportam mais a piedade da família e amigos pela perda que tiveram.

Passam por dificuldades extremas nesta nova terra já que a história acontece em 1920. Hoje em dia viver lá é sacrificante imaginem naquela época com tudo sendo tão escasso.

Jack acaba por iniciar uma nova “profissão”: caçador. Mabel fica tão desolada com a vida que leva que tenta o suicídio. Os dois conhecem a menina que vive andando pela neve com uma raposa vermelha.

Fazem novos amigos e aos poucos suas vidas vão entrando nos eixos novamente.
A menina cresce, se casa e o fim só vocês lendo para descobrir.

Agora falarei do que achei da história explicando meus pontos de vista: O Jack era um homem muito estranho para não dizer cruel com a esposa. A levou para morar num mundo congelado, praticamente a manteve isolada do mundo exterior, não a tratava como mulher e não aceitava sua ajuda.

Mabel foi se afundando na depressão. Ela havia sofrido a pior perda para uma mulher e seu marido não a apoiou neste momento crucial da sua vida. Ela pediu para que se mudassem e aproveitassem esta chance de recomeçarem suas vidas longe da família acreditando que isso os uniria. Se enganou.

A menina que vivia perambulando pela montanha coberta de neve era uma caçadora sanguinária e cruel. O rapaz com quem se casou idem. Neste quesito eram o casal perfeito. De pura não tinha nada.

Sei que muitos devem estar dizendo que o fato de serem caçadores me fez não gostar da história já que sou vegana e defendo a vida. Bem me reservo o direito de gostar ou não de uma história por este motivo, mas não sou assim tão irracional. 

O protagonista de uma das minhas histórias favoritas é um caçador.
Porém o que diferencia uma história da outra é a sensibilidade do autor que escreveu a que eu coloquei como favorita e a total falta de sensibilidade da autora Eowyn Ivey ao narrar os fatos como ela fez.

Vou mostrar para vocês a diferente: Com sensibilidade – Jack ao se encontrar num momento de desespero e não vendo outro jeito para se alimentar e a esposa sai para caçar. Encontra um alce e atira. O mata e pode passar o inverno sem o medo de morrer de fome.
Sem sensibilidade – Jack sai para caçar e avista um alce. Atira uma vez e para ter certeza que o matou atira novamente. Começa então a estripá-lo mas percebe que o trabalho levará horas já que o animal é imenso. Eis que aparece a ajuda de um menino de 13 anos que está habilmente acostumado a caçar e esquartejar suas presas. Ele ensina o ofício ao Jack se deliciando com a cena. A cada parte cortada sua expressão é de júbilo.

Conseguiram perceber a diferença? Espero que sim.

O fato de ser uma história com caçadores não é o motivo da minha decepção, mas o fato da autora descrever de maneira demasiada as mortes dos animais. A cada dois capítulos, ou até mesmo numa sequência de 5 ou 6, ela descreve com requinte de informações o passo a passo das barbáries cometidas. Disse barbáries pois não se trataram apenas de caçar, tinham que ser cruéis como o esquartejamento, a decapitação, morte por esmagamento de coração ou assassinato por inveja da afeição dedicada a uma raposa. Não consegui calcular quantos animais foram mortos. E a maioria não eram para a pessoa se alimentar.

Foram tantos pontos ruins que não encontrei nenhum positivo para dizer. Não abandonei a leitura, como vocês devem estar se perguntando por que não fiz, porque nunca abandono uma leitura. Se vou falar o que senti a respeito dela tenho que conhecê-la por inteiro. Saber tudo o que acontece para poder falar guiada pela razão e não pela emoção.

Então pela primeira vez eu não recomendo esta leitura. Pelo menos não para quem é sensível e ama os animais. Se estiver querendo uma história comovente não encontrará aqui. Mas como gosto não se discute pode ser que vocês leiam e se apaixonem pela história.

Eu mesma já li histórias que foram massacradas pelos críticos e as achei maravilhosas. Assim como li algumas que foram enaltecidas e que para mim foram uma enorme decepção. Fiquei pensando como podem colocar estas histórias como best-sellers inspirando tanta violência e coisas ruins.

Só uma última explanação: Temos visto inúmeros casos de crianças e adolescentes que invadem escolas ou casas, e com um arsenal de fazer inveja a muitos bandidos, saem atirando e matando a esmo. Um dos motivos disso acontecer é que os pais acreditam que para serem homens de verdade seus filhos devem aprender a caçar com 5 ou 6 anos de idade. Como se tirar uma vida fosse algo esplendoroso. Se não matar não poderá ser considerado um homem. Tem que trazer troféus para casa. Assim lhes dão de presente as mesmas armas que depois eles usam para dar fim as vidas das pessoas que os ferem. Afinal se os pais os ensinam que a vida não vale nada eles podem fazer isso e se tornarem homens mais rápido. Que os digam os terroristas.



Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

(Resenha) Como Se Apaixonar - Cecelia Ahern

Título: Como Se Apaixonar

Autora: Cecelia Ahern

Ano: 2015

Páginas: 352

Editora: Novo Conceito




Sinopse: Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor.
Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo.

Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?


***



Ao presenciar o momento que o Simon atente contra a própria vida Christine passa a questionar seu casamento. Ela enfim admite que não ama o marido e se separa.

Andando pela Ponte Há’penny vê uma cena que lhe faz agir por impulso. Um homem está querendo dar fim a sua vida pulando desta ponte. Christine simplesmente se agarra a ele e o traz de volta a razão.

Porém ele lhe impõe 2 semanas para convencê-lo que viver vale realmente à pena. Ela terá que mostrar o quanto o ser humano pode ser feliz e dar ao Adam uma razão para querer continuar vivo.

Assim Christine entra de cabeça no meio de um tornado. Ela passa a ser a sombra do Adam. Tenta de várias formas concertar todas as coisas que estão erradas na vida dele.

Adam cresceu numa mansão rodeado de todo o conforto e a comodidade que a riqueza oferece. Mas o principal ele não recebeu: Amor.

Sua mãe morreu e seu pai era uma pessoa fria. Criou os filhos pensando apenas na hierarquia da família. Eles teriam que assumir a empresa. Como a irmã mais velha ficou impedida de assumir a função de CEO acabou sobrando para o Adam esta incumbência. Só que ele não queria este emprego.

Quando sua namorada o traiu o fio que o mantinha ligado a “sanidade” se parte. Toda a tristeza, a mágoa, a dor, o sofrimento, a rejeição se torna insuportável e ele tenta dar fim a tudo isso.

O que o Adam não imaginava era que um anjo apareceria naquele momento para impedi-lo de cometer este ato desesperador.

Christine está se sentindo culpada por não ter conseguido impedir o Simon deste mesmo intento por isso não mede esforços para cumprir a promessa feita ao Adam naquela ponte.

Ela abre mão da própria vida para salvar o Adam de si mesmo. Seus dias (e suas noites também) passam a girar em volta de afazeres que possam ajudar o Adam a se apaixonar novamente pela vida.

Seguindo os conselhos encontrados nos vários livros de autoajuda que está acostumada a ler ela cria um esquema para trazer de volta aos olhos do Adam sua Luz e aos seus lábios um sorriso sincero.

A proximidade entre os dois acaba por fazer com que esta “terapia” sirva para ambos. As coisas que o Adam vai aprendendo com a Christine o fazem rever seus pensamentos e seus sentimentos.

Ele admite ser depressivo e que precisa querer se curar para ter uma chance de voltar a ter controle sobre a sua vida.

Só que esta mudança de pensamentos também acontece com a Christine. Ela acaba por perceber que finalmente encontrou o que tanto procurava: o amor verdadeiro e incondicional.

Seu ex-marido não aceitou bem a separação e resolveu transformar a vida da Christine num inferno e ela achava que merecia por tê-lo feito sofrer.

A família da Christine é excêntrica. O pai teve que criar as 3 filhas sozinho e tinha algumas manias estranhas. Mas o amor que dedicava a cada uma das filhas (mesmo sendo sarcasticamente mal, no bom sentido) era confortador.

Por ter estado em 2 cenas de crime a Christine acaba por fazer “amizade” com o detetive durão Maguire (que terminou por se tornar realmente um amigo) e descobre que as aparências podem enganar (ou não).

A Cecelia se consagrou com esta história. Sua narrativa é emocionalmente tocante. Falou de um tema sério de uma forma realisticamente desconcertante: a depressão. Tenho certeza que todas as pessoas que lerem esta história não julgaram mais os depressivos. Vão poder entender a doença e o que ela faz com o doente. O caminho que ele percorre até a tentativa (frustrada ou conquistada) de acabar com o seu sofrimento. O amanhecer é o pior momento para quem sofre com a depressão pois é a certeza de mais um dia para viver na dor.

O casal Adam e Christine é a prova de que o amor não pode ser perseguido. Ele é que encontra as pessoas.

Um momento desesperador foi capaz de fazer brotar nos corações desta dupla um sentimento único que os impeliu a reverem seus conceitos.

Como se apaixonar não é um livro de autoajuda. É um livro de auto amor. Uma fórmula simples para você descobrir como é a vida que determina os encontros que modificarão a nossa existência.

É fácil julgar a pessoa que tenta se matar. O que é difícil é se colocar no seu lugar por um minuto e sentir tudo o que ela sente.

O Adam tinha tudo o que as pessoas consideram essencias para “ser feliz”. Era milionário e lindo. Mas ninguém pensa no que é realmente importante para dar estrutura ao ser humano: amor dos pais. Crescer sem mãe já é difícil imagine ter um pai vivo, mas ausente. Um homem frio que pensava exatamente como a maioria das pessoas. Ainda bem que a Christine apareceu na sua vida.

Eles foram o remédio que cada um dos dois precisava. O amor que surgiu entre eles foi para curar duas almas e lhes mostrar o quanto vale a pena ser verdadeiramente feliz. E não existe fórmula para isso. A Christine vivia lendo livros de autoajuda, mas só aprendeu a lição na prática. Estes livros servem para auxiliar a pessoa. Mas não devem se tornar o único meio de se conseguir a “cura”.

Esta leitura é recomendada para todos que estão necessitando de uma dose de incentivo para viver.



Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

terça-feira, 27 de outubro de 2015

(Resenha) Amor Imortal - Ana Carolina K.J.

Título: Amor Imortal

Autora: Ana Carolina K.J.

Ano: 2015

Páginas: 256

Editora: Novas Páginas




Sinopse: Após a morte de seu pai, Anna Bonnier tenta recuperar um pouco de sua felicidade ao viajar para uma estação de esqui com sua melhor amiga, Loreta. Entretanto, o que era para ser um simples passeio, acaba por se tornar um desafio sobrenatural.
Anna conhece o enigmático Raziel e percebe uma forte conexão que vai além da realidade, sobretudo quando descobre que o sentimento que tem por ele atravessa os séculos.
Aos poucos, a proximidade que constroem juntos traz novos riscos. O relacionamento amoroso que ela sempre desejou pode desaparecer de forma trágica, assim como o homem que abriu seu coração.
Passado, presente e futuro caminham juntos nessa emocionante história de amor e sedução, em que a realidade é capaz de alterar, a qualquer momento, o destino de cada um deles.


*** 


Raziel é um Nephilim – filho de um anjo caído com uma humana -  e reencontra sua Alma Gêmea Aurora no Vale do Loire, na França, em 1913. Porém como ela é mortal este amor não pode ser vivenciado plenamente pois ela mais uma vez foi assassinada.

Estando no ano de 2014 finalmente a reencontra novamente, agora em Aspen, encarnada como Anna Bonnier. Ela é uma pintora em ascensão assim como sua melhor amiga Loreta.

Quando Anna conhece o Raziel nesta vida sente a forte ligação que os uni. Um olhar bastou para conectar suas almas.

O relacionamento evolui e eles se entregam a paixão desenfreada. Porém acabam se afastando por um tempo para que o Raziel possa resolver uma questão de vida ou morte.

Quando ele volta precisa lutar contra o Caído e seus seguidores. E no meio desta batalha acaba tendo uma terrível revelação sobre quem é o seu progenitor.

O casal parte para a guerra determinados a se libertarem de uma vez deste mal que os persegue à 3 encarnações da mortal Anna. Na primeira ela se chamava Nataly.

Porém agora eles contam com uma ajuda muito especial. E a possibilidade de um futuro feliz se abre fazendo com que a batalha pelo amor também se torne uma batalha entre o Bem e o Mal.

Anna acaba por ter dois privilégios: reencontrar sua Alma Gêmea e poder recordar fatos das suas vidas passadas.

Raziel passou muito tempo amargurado e vivendo no meio da luxúria. Se tornou um ser que ele mesmo passou a desprezar.

Mas o reencontro nesta nova encarnação com sua Dilecta Immortalis lhe traz de volta à razão e à Luz. Ele percebe que finalmente terá a ajuda que tanto pediu.

Este amor o torna mais forte. E lhe dá um motivo pata querer lutar.

O jogo está apenas começando. Uma nova batalha se avizinha, porém, desta vez o casal não lutará sozinho.

Quanto tempo levará para que estas duas almas vivam como uma é um mistério. A única certeza que eles têm é que nada nem ninguém os afastará novamente.

Anna uma mortal que se permitiu amar um lindo homem-anjo. Uma união que tinha tudo para não acontecer. Mas como o amor tem suas próprias regras acendeu a chama que irá consumir estes dois enamorados e os transformará num único ser.

Esta história contém cenas explícitas dos encontros íntimos do casal por isto não é recomendada para menores de 18 anos.

E para as mulheres a recomendação é que leiam num ambiente refrigerado pois a temperatura corporal vai subir consideravelmente.

Amor Imortal é uma história para quem acredita na força deste sentimento. Quando dois seres são unidos por ele nem mesmo o tempo é capaz de mantê-los longe um do outro. Em determinado momento ocorre o reencontro. As almas se veem refletidas nos olhos do outro. A conexão é refeita.

Assim acontece com a Anna/Aurora/Nataly e o Raziel. Um imortal que foi capaz de um ato extremo para estar ao lado da sua amada, e uma mortal que ainda terá que aprender a lidar com o fato deque sua vida na Terra tem uma validade.
Como será que eles lidarão com isso? O que o futuro lhes reserva? Quantas batalhas terão que lutar antes do fim?

Talvez na continuação desta história encontremos algumas respostas. E quem sabe um enigma que os leve a descobrir uma porta que lhes permita ter um futuro eterno juntos.
   


Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

(Resenha) Supernova - A estrela dos mortos - Renan Carvalho

Título: Supernova - A estrela dos mortos - Supernova # 2 

Autor: Renan Carvalho 

Ano: 2015   

Páginas: 480 

Editora: Novas Páginas 



Sinopse: Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos. 


*** 





Neste segundo livro conhecemos Tlavi, a Estrela ou Mestra da Cura. Uma guerreira formidável que não mede esforços para aniquilar o Mal do planeta e que comanda o exército de paladinos da Cidade Dourada. 

Ela foi treinada desde jovem pelo Mestre dos Cristais Ioseth, outra Estrela. Abandonou seu pai e seu irmão Gueth para se dedicar integralmente a causa. 
Quando o mundo corre o risco de ser destruído por Shazpa Estrela dos Mortos, suja determinação em encontrar uma maneira de detê-lo a leva a travar uma batalha muito perigosa. 

Enquanto isso Leran e Luana estão fora dos muros de Acigam e acabam por descobrir um mundo completamente diferente do que imaginavam. Eles precisam fugir dos caçadores e tentar encontrar um mestre para ajudar a Luana a desenvolver seus poderes.

O destino acaba por uni-los ao irmão da Tlavi, o Gueth e os levando até a Cidade Dourada. Mas a caminhada é permeada por lutas vorazes com as criaturas criadas para serem o exército das Trevas. 

Já deu para ter uma noção do que acontece nesta história ? 

Estão enganados. Nada do que vocês imaginarem irão encontrar aqui. É muito mais eletrizante, empolgante, envolvente, criativo, viciante e sangrento do que suas mentes possam visualizar. 

Tlavi é uma mulher capaz de dar a própria vida para salvar um desconhecido ou um de seus guerreiros mas se tornou um coração de gelo para a sua família. Saiu de casa para ser treinada prometendo voltar e nunca mais os encontrou. 

Quando tem a chance de conviver novamente com o irmão Gueth simplesmente a joga fora e foi tão cruel quanto o seu tão odiado inimigo. Sim ela é uma Estrela de Cura, um ser da Luz mas que cultiva o ódio no coração. Adorei mostrar este lado para que as pessoas entendam que não é por estar do lado do Bem que uma pessoa "precisa" manter apenas o amor no coração. Ela pode sim odiar porém a intensidade e o que ela irá fazer com relação a este sentimento é que irá definir o seu caráter, a sua índole. Confesso que fiquei com vontade de dar uns bons tapas nesta mulher pelo que ela foi capaz de fazer, mesmo que indiretamente, com o irmão. 

Em contrapartida Leran é super protetor com a irmã Luana. Ele acredita que tem que estar ao seu lado para que esteja bem. Porém os atritos por causa desta proteção acabam acontecendo e os afastando. 

Com a guerra iminente eles têm que superar esta desavença e confiarem na capacidade um do outro. Leran tem que deixar a Luana caminhar com as próprias pernas e lidar com os seus poderes sozinha. 

Não preciso dizer que me encantei com o Gueth ? Ele se tornou meu guerreiro favorito e conquistou minha paixão com seu jeito especial de ser. Mesmo magoado pela irmã ainda tem a esperança de uma reconciliação. Luta maravilhosamente bem. É ligado à Natureza. Tem uma filosofia de vida interessante. Virei fã. 

Leran continua sendo o herói da história e suas lições vão ficando cada vez mais difíceis, tanto as físicas quanto as emocionais. Ele precisa aprender a confiar no discernimento da irmã e deixá-la lutar por si mesma. E ainda sofre pela perda da sua amada Judra. Seu domínio da energia ganha novos elementos e o torna mais forte.  

Uma coisa que as meninas têm em comum, além de serem Estrelas, é a arrogância. Elas se consideram grandiosas por serem Estrelas e se tornam prepotentes. A Luana ainda estava no começo desta trilha por isso pode retroceder já a Tlavi se deixou consumir por este ego. Mas acredito que o responsável por levá-las por este caminho seja o Mestre Ioseth (estou com a impressão que teremos surpresas vindas da parte dele no próximo livro). 

Quem leu a resenha que fiz para o Encantador de Flechas sabe que fiquei completamente apaixonada pela história e principalmente pela maneira do Renan contá-la. Bem ele conseguiu se superar com A Estrela dos Mortos. 

Já na leitura do prólogo temos uma amostra da grandeza da sua escrita. Sei que pode parecer loucura mas a energia que sinto ao tocar o livro é muito forte (somente tive este prazer com 2 autores). Em cada página virada transborda toda a emoção vivida pelos personagens unida a esta energia do Renan. Este é um dom muito raro. Posso dizer que o Renan evoluiu de Encantador de Leitores para Constelação de Emoções (sim ele sozinho representa várias Estrelas). Seu talento é inenarrável. 

A expectativa para o final desta história, pelo menos para mim, está lá no céu junto com a Constelação Renan. Segurando a ansiedade. 



Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos